O projecto do 126 C4 foi o quarto da série de monolugares equipados com motor sobrealimentado. O motor de seis cilindros foi refeito para esta temporada, quer ao nível da cabeça, todo o circuito fluído dinâmico, para além de ser novo o molde utilizado. Estas alterações tiveram como objectivo a melhoria do rendimento orgânico, a refrigeração, os consumos, o centro de gravidade e o peso total.
A redução do peso foi de cerca de 10%. A adopção de um novo sistema de injecção de comando electrónico ou inteiramente computorizado, associados a um diferente acerto da alimentação permitiram melhorar o binário e a redução dos consumos, um dos pontos críticos das temporadas anteriores. 
A caixa de velocidades foi refeita acompanhando as características do novo motor, isto apesar do monologar anterior, o C3, ter já o grupo caixa de velocidades/motor como um dos mais compactos. A redução de peso nestas duas componentes foi de cerca de 8%.
O Chassi, derivado do C3, foi amplamente modificado na estrutura e na forma, desenvolvendo tecnologias que já tinham sido iniciadas no modelo anterior. A evolução do sistema de travagem e da sua refrigeração foram igualmente alvo de atenção, mantendo sempre presente a sua eficácia global e peso.

A primeira corrida feita pelo 126 C4 foi o Grande Prémio do Brasil de 1984 (25 de Março)

A versão 125 C4/M (Migliorata) foi estreada no Grande Prémio de Inglaterra (22 de Julho) e tinha uma diferente colocação dos radiadores (agora inclinados, dantes em forma de seta), novos flancos (alongados) com saída de ar na parte superior, Suspensões traseiras renovadas (do Tipo 633/2406).

A versão 126 C4/M2 foi estreada nos treinos oficiais do Grande Prémio de Itália (9 de Setembro). A parte posterior surgiu mais fina. Para poder fazer esta alteração, os radiadores, inclinados nos flancos, foram colocados um pouco mais à frente, enquanto que os permutadores de calor, ainda em posição vertical, tinham condutas diferentes. 
O perfil inferior da carroçaria, na parte posterior, não era mais duplo mas único, sendo esta alteração possível dada a utilização de uma nova caixa de velocidades colocada em posição um pouco mais alta. O suporte do aileron traseiro era igualmente novo, agora em posição central. Foi nesta configuração que correu no Grande Prémio de Portugal de 1984.

Número de exemplares construídos (nas versões C4, C4M e C4M2): 7 (do 071 ao 077)

Director Técnico: Mauro Forghieri / Harvey Postlewhaite
Director Desportivo: Marco Piccinini

Principais características técnicas:

Motor (Tipo 031): Seis cilindros em V a 120 graus
Cilindrada: 1496,43cc (81x48,4mm)
Taxa de Compressão: 6,7:1
Potência: 660CV às 11000rpm em corrida (pressão máxima de 3.2 bar)
Distribuição: Quatro válvulas por cilindro
Alimentação: Injecção indirecta electrónica Lucas-Ferrari ou digital Weber-Marelli (+ Emulsistem), dois turbocompressores KKK.
Caixa de velocidades: 5 + MA (Tipo 633)
Châssi (Tipo 633): Monocoque em materiais compósitos (Kevlar + fibra de carbono)
Suspensão: Frontal: Q
uadriláteros deformáveis, duplos triângulos sobrepostos, "Pull-rod".
                   Posterior: Quadriláteros deformáveis, Trapézio superior, triângulo inferior, "Pull-rod"
Travões: Discos autoventilados em carbono, pinças Brembo.
Distância entre eixos: 2600mm
Pneus: Frontal: 25.0-9.0-13'' / Posterior: 26.0-15.0-13''
Depósito de combustível: 220 Litros
Peso: 540 Kg



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1984


#074



  (Foto: Auto. Histor.)
Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1
Autódromo do Estoril
19/20/21 de Outubro
Michele Alboreto (nº27)
8º Treinos (1'.22''.686)
4º Corrida (70 voltas, 1h41'32''070 / 179.9 Km/h)



#077



Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1
Autódromo do Estoril
19/20/21 de Outubro
René Arnoux (nº28)
17º Treinos (1'.24''.848)
9º Corrida (69 voltas, 1h42'08''776 /176.3 Km/h)